Assessoria: Stéfanie (à dir.) cuidou de todos os detalhes da festa de casamento de  Paula

Cris Olivette
Em 2012, Stéfanie Belo concretizou um sonho ao lançar no mercado a Stéfanie Belo – Produções e Eventos, só para realizar casamentos. “Sempre me encantei com o tema. Depois de trabalhar em uma assessoria para noivas, passei a idealizar um negócio próprio.”

Hoje, cuida de tudo que envolvem a cerimônia e a festa. “O casal me contrata um ano e meio antes da data. Cuido desde a contratação do espaço para a festa, igreja, buffet, decoração, leitura de contratos, até a escolha da fitinha que vai amarrar o bem-casado.” Ela diz que investiu R$ 15 mil na compra de aparelhos de rádio comunicação, cartões de vista, uniformes, e com a documentação para a abertura da empresa.

Assim como Stéfanie, muita gente está de olho nesse filão da economia que movimenta mais de R$ 15 bilhões por ano, segundo a Associação dos Profissionais, Serviços para Casamento e Eventos Sociais (Abrafesta). O presidente da entidade, Cristofer Mickenhagen, recomenda a quem vai entrar nesse mercado, que siga as orientações do manual de boas práticas para o setor, criado pela Abrafesta.

Outro serviço que facilita a vida dos noivos é o portal Casar Casar, elaborado durante dois anos e meio por Tatiana Goldstein. “Criei a ferramenta que eu gostaria que existisse quando me casei. O portal centraliza e organiza tudo o que é relacionado ao casamento. Os noivos podem, por exemplo, contar a história deles usando fotos e vídeos. Além de inserir dados como data, endereço da igreja, da festa e mapas de localização.”

O portal tem, ainda, um livro de visitas para os convidados deixarem mensagens, e cinco ferramentas que funcionam como uma assessoria virtual. “Tem check list, guia de fornecedores, assistente de pagamentos e guia de presentes. A lista de convidados é dividida por categoria, depois é usada por outra ferramenta que organiza a disposição das mesas no salão e distribui os convidados.”

A empresária investiu R$ 3 milhões e espera obter retorno até meados do próximo ano. O projeto piloto foi aplicado durante um ano e meio na Argentina. No Brasil, ele entrou no ar no final de 2013. “Já temos mais de 1,3 mil noivos registrados. Estamos felizes com a repercussão.” Segundo ela, existem duas opções de acesso ao portal. “Uma é grátis, já o plano premium custa R$ 149 pelo período de um ano, e oferece mais funções do que o modelo básico. Mas, a nossa receita principal vem de publicidade”, conclui.

Seguindo o conselho da sogra, que representa a terceira geração de produtoras de grinalda da família, Camila Colnago deixou o emprego de publicitária para criar a Maria Lembrancinha. “Ela sabia que eu estava insatisfeita na profissão e sugeriu que eu entrasse no mercado de casamentos pois, segundo ela, é um segmento que nunca passa por crise. Aproveitei minha habilidade manual e criei a Maria Lembrancinha.” Em atividade desde 2009, Camila afirma que o faturamento da empresa dobra ano a ano. “Cada noiva quer inventar uma nova moda.”

As sócias Maria Pia Cury e Eliane Brechtbuhl, criaram a e.pia Consultoria de Estilo há dois anos, e afirmam que a demanda das noivas é crescente. “Fazemos uma análise do biotipo e indicamos o modelo mais adequado, que irá se harmonizar com o local, horário da cerimônia e o tipo de decoração. Nosso papel é o de acalmar a noiva e deixá-la mais segura, para que a escolha seja a mais acertada”, diz Maria.

A engenheira Sabrina Pasdiora está debutando no mercado de festas. Há quatro, deixou o emprego em uma multinacional para criar a Briga’doro, que oferece 30 sabores de brigadeiros gourmet. “Sempre quis ter um negócio, cheguei a fazer vários cursos de empreendedorismo. Mas tinha receio de trocar o certo pelo incerto. Até que no ano passado, li uma matéria sobre o quanto o mercado de festas estava aquecido.”

Sabrina resolveu ir à luta. Organizou sessões de degustação em vários locais para apresentar seus brigadeiros. “Comecei a receber encomendas. Em novembro, deixei o trabalho e abri a Briga’doro. Já forneci 600 unidades para um casamento no Rio de Janeiro e tenho outras encomendas fechadas.”

Divórcio também vira motivo de festa

Meg. O modelo preto foi usado em sua bodas de papel rasgado

Quando o casamento de Meg Sousa chegou ao fim, ela não imaginava que surgia ali uma oportunidade de negócio. “Usando a palavra divórcio, fiz uma pesquisa na internet e descobri que em muitos países a ocasião é comemorada com festas no formato de casamento. Achei a ideia bacana e realizei a primeira festa de divórcio do País.”

O sucesso foi tanto, que no ano seguinte ela decidiu festejar um ano de divórcio. “O tema foi Bodas de Papel Rasgado, em oposição a comemoração de um ano de casamento, chamada Bodas de Papel.”

Meg conta que sempre trabalhou com eventos, mas que não teve tempo para organizar a segunda festa. “Contei com a assessoria de Tatiana Bandeira, que trabalhava com casamentos. A parceria foi boa e nos associamos. Nascia assim, a empresa Festas de Divórcio. Estamos juntas desde 2010.”

Segundo a empresária, entre os itens obrigatórios de uma festa de divórcio estão o doce bem- separado, em vez do bem -casado e bolo dividido ao meio ou com rachadura, separando os noivinhos. “As cores da decoração costumam ser preto ou roxo. E os convidados não usam traje social e sim fantasia de um determinado tema.”

Ela diz que o buquê da divorciada é elaborado com callas roxas, ou rosas tingidas de preto ou roxo. O vestido também é feito nessas cores. “A proposta é que seja uma festa descontraída, para simbolizar o recomeço de uma nova jornada de quem se divorciou.”

A empresária diz que nos dois últimos anos o negócio cresceu em torno de 60%. “Os brasileiros ainda não estão acostumados a comemorar o divórcio.No exterior é super normal. Mas percebo que a mentalidade está mudando aos poucos.”

Meg conta que o tipo de comemoração pode ser desde uma reunião temática com amigos, até festas para 300 ou mais pessoas. “O custo depende de quanto o cliente quer gastar. Pode variar de R$ 8.000 até o valor de um casamento, podendo passar de R$ 200 mil.”

Para quem pensa em criar um negócio no segmento de festas, a empresária diz que esse não é um nicho fácil no Brasil, justamente porque as pessoas ainda estão se habituando com a ideia de comemorar a separação. “Quem já possui uma empresa de eventos, pode acrescentar esse tipo de festa. Assim, terá um serviço a mais para oferecer.”

 

 

Boas práticas

Atendimento
Fornecer o que foi prometido. Responder às solicitações de maneira ágil. Dar segurança quanto ao item comprado. Compreender as necessidade do cliente. Ser cortês e bem-humorado.
Comportamento
Não se mostrar íntimo. Atender as solicitações de imediato e demonstrar boa vontade. Evitar atitudes negativas. Prestar informações de forma objetiva. Sempre esclarecer as dúvidas.
Aparência
A empatia do cliente no primeiro contato começa pela apresentação adequada do profissional e sua equipe. A vestimenta e abordagem inicial devem ser definidas conforme o segmento.
Pontos negativos
Falta de atenção dos funcionários, mau atendimento e resolução deficiente de reclamações. Essas ineficiências demonstram falta de treinamento dos funcionários e de filosofia de serviço

 

Fonte: CLAUDIO MARQUES (ESTADÃO)

 

 

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